domingo, 13 de fevereiro de 2011

Detergentes caseiros matam larvas da dengue por “afogamento”

Larvas do Aedes aegypti



A descoberta foi registrada pelo engenheiro agrônomo cearense, Carlos Barreto


Por Alan Rodrigues

Época de chuvas, aumento dos casos de dengue. Ano a ano, o poder público tem traçado estratégias para o combate à doença e os larvicidas vêm sendo, constatemente, empregados nessa luta. No entanto, esses fármacos tiveram que ser renovados, pois algumas larvas conseguiram adquirir resistência a eles. Para o engenheiro agrônomo cearense Carlos Barreto, o meio mais eficaz nesse combate seria um produto facilmente encontrado em ambientes domésticos: o detergente.

O engenheiro testou a ação de diferentes detergentes caseiros em uma bacia cheia de larvas doAedes aegypti. “Elas precisam ir à superfície da bacia para respirar. Em sua região anterior do corpo, elas têm um sifão gorduroso que permite se sustentarem na superfície da água o tempo necessário para respirar”, explica Barreto. Ao pingar o líquido na bacia, ele observou um fato curioso: as larvas que estavam na superfície desceram contorcendo seu corpo em forma de “c”.

“Ainda não sabemos a razão disso. Talvez elas estejam retirando o ácido sulfônico (do detergente) do sifão. Mas isso é apenas uma hipótese”, disse. Minutos após a aplicação do líquido, as larvasnão retornaram mais à superfície.

As observações de Barreto levaram à conclusão de que o ácido sulfônico destrói a camada degordura do sifão, impedindo que as larvas permaneçam na superfície para respirar. Sem oxigênio, elas "terminam por morrer afogadas”.

Para o pesquisador, com a descoberta as próprias pessoas poderiam realizar o procedimento em casa. “Usar o detergente como larvicida é vantajoso, pois é de baixo custo, facilmente encontrado em ambientes domésticos e biodegradável. Além disso, por matar as larvas ‘afogadas’, isso me dá a plena certeza de que não haverá resistência, pois todo animal precisa de oxigênio para sobreviver”, afirmou.

Fonte: mensagem enviada por e-mail

Um comentário:

  1. "Onde será que vamos parar?
    O que o mosquito não pode
    é se criar!"

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